Tratamento e Prognóstico após a 1° Luxação do Ombro

 

Seguindo o assunto abordado no último post, o tratamento da luxação do ombro é a redução, ou seja, “colocar o ombro no lugar” e para isso realiza-se analgesia (intravenosa ou infiltração intra-articular) para que com melhora parcial da dor o paciente permita a realização das manobras do médico. Antes da analgesia realiza-se exame de sensibilidade da pele do ombro para possível diagnóstico de lesão do nervo axilar, isso além da radiografia citada no post anterior. 
Realizada a redução da articulação, realiza-se nova radiografia e exame de sensibilidade do ombro com o intuito de averiguar se durante as manobras de redução houve alguma fratura ou distensão do nervo axilar. O paciente deve ser encorajado a mobilizar o ombro assim que melhorar da dor e caso de luxação 
simples (sem fraturas associadas), mantendo uso de tipóia por no máximo 1 semana.
Caso não seja possível a redução incruenta (não operatória) do ombro, seja por fratura associada ou por outros fatores avaliados pelo ortopedista, pode haver a necessidade de redução da luxação por meio de cirurgia, realizando-se colocação da articulação em posição anatômica por meio da manipulação direta da articulação, e com isso é possível (caso se tenha o instrumental / material necessário) tratamento de lesões associadas, tal como fraturas.
Quanto mais jovem o paciente maior a chance de recorrência da luxação e quando mais idoso maior a chance de lesão tendínea associada. Na literatura médica temos que cerca de 90% dos pacientes, que apresentam a primeira luxação de maneira traumática por volta dos 20 anos de idade, irão ter recorrência da luxação; e cerca de 10% dos pacientes que apresentam a primeira luxação traumática após os 40 anos irão ter recorrência da luxação.