A Instabilidade do Ombro

 

A luxação recorrente ou recidivante do ombro pode ter origem da frouxidão ligamentar do paciente ou de origem traumática.
As luxações recorrentes devem sempre serem tratadas com a redução da articulação e deve-se iniciar a programação de prevenção de novas luxações, podendo ser de forma conservadora com fisioterapia e fortalecimento ou de forma cirúrgica.
A instabilidade não traumática do ombro esta associado à frouxidão ligamentar do paciente, sendo mais frequente no sexo feminino e estando relacionado à instabilidade bilateral de ombros, às luxações multidirecionais e às luxações voluntárias (paciente que desloca o ombro por vontade própria). Nesses casos o tratamento cirúrgico não apresenta bons resultados, visto que não existe lesão pontual a ser tratada, devendo-se realizar tratamento global do ombro com fortalecimento de toda a musculatura do manguito rotador, para-escapular e deltoide.
A instabilidade traumática do ombro geralmente ocorre unilateralmente (ombro que sofreu o trauma), apresenta a lesão de Bankart e a Lesão de Hill-Sacks, citadas no primeiro post dessa série. O tratamento fisioterápico tem pouca efetividade no tratamento da recorrência das luxações, mas pode ser utilizado em casos especiais e no preparo pré-operatório. O tratamento cirúrgico apresenta-se assim como melhor forma de evitar a recorrência das luxações; várias técnicas existentes podem ser utilizadas a depender de cada caso.